Litoterapia · retrato da pedra
Unakita
Unakita é uma pedra verde/rosa, tradicionalmente ligada a amor-próprio, libertação, enraizamento.
O essencial
- Família
- Rocha (epídoto + feldspato + quartzo)
- Composição
- Compósito
- Sistema cristalino
- Variável
- Dureza (Mohs)
- 6–7
- Cor
- Verde/rosa
- Chakras
- Coração
- Elementos
- Terra
- Zodíaco
- Escorpião
Um granito que mudou de cor pelo caminho
A unakita é um caso à parte na gaveta de pedras: não é um mineral, é uma rocha, ou seja, um conjunto de vários minerais. Na origem, um granito comum; depois fluidos quentes circularam por dentro dele e transformaram parte dos componentes em epídoto, um silicato verde-pistache. Restam o feldspato ortoclásio, rosa salmão, e um quartzo cinza translúcido: três cores presas na mesma massa, em desenhos que não se repetem.
Ela foi descrita em 1874 nos montes Unaka, entre a Carolina do Norte e o Tennessee, e daí veio o nome. Encontra-se nos Apalaches, sobretudo na Virgínia, mas também em forma de seixos rolados nas margens do lago Superior, levados até lá pelas geleiras. África do Sul, Serra Leoa, Brasil e China também produzem. Dureza de 6 a 7, como convém a uma rocha composta.
Unakita, pela tradição
A unakita casa o verde-musgo e o rosa tenro numa única pedra, como uma paisagem que reconcilia dois tons. A tradição a liga ao equilíbrio interior, à gentileza consigo mesmo, e à capacidade pacífica de soltar o que já não tem lugar. Suas cores terrosas lembram um bosque calmo, vivo e enraizado. Mantenha-a perto de você ao escrever seus pensamentos, ou durante uma meditação. Segure-a na mão quando tentar se assentar e reencontrar seu equilíbrio, com suavidade.
Afirmação“Encontro meu equilíbrio com suavidade.”
Uma tradição que se vê nascer
Vale dizer com franqueza: a unakita não aparece em nenhum lapidário antigo. Descrita no fim do século XIX, ausente dos textos da Antiguidade e da Idade Média, ela só entra na cultura das pedras no século XX. Os símbolos dela são jovens, e isso é interessante por si só: dá para ver uma tradição sendo fabricada quase ao vivo, a partir das cores e do vínculo com o coração.
Como pedra de ornamento, no entanto, ela tem carreira de verdade. É citada entre as pedras que revestem degraus do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, em Washington. E nas praias do lago Superior, procurar seixos de unakita virou pequeno ritual de caminhada, passado de geração em geração.
Como usar unakita
Escrita reflexiva, meditação.
Limpeza
Um enxágue, defumação, som.
Energização
A terra, luz da lua; intenção.
Perguntas frequentes
- Unakita pode molhar e tomar sol?
- Pode os dois. Sendo uma rocha de quartzo, feldspato e epídoto, ela é dura, estável e não perde cor com ultravioleta. Água corrente e sabão neutro limpam bem. É pedra de uso diário, resistente, quase sem manual.
- Por que cada unakita é tão diferente da outra?
- Porque o desenho depende de como os fluidos quentes atravessaram aquele granito específico, e isso não se repete duas vezes. Algumas peças são quase todas verdes, outras predominantemente rosas, outras mosqueadas em partes iguais. Comprar unakita é sempre escolher um exemplar, nunca um padrão.
- Unakita é o mesmo que epídoto?
- Não. O epídoto é um mineral verde específico, que também se vende sozinho em cristais. A unakita é a rocha inteira, onde o epídoto é apenas um dos três ingredientes, ao lado do feldspato rosa e do quartzo. Sem o rosa salmão, não é unakita.