Litoterapia · retrato da pedra
Fluorita
Fluorita é uma pedra multicolorida (verde, tradicionalmente ligada a foco, calma, intuição.
O essencial
- Família
- Haleto
- Composição
- CaF₂
- Sistema cristalino
- Cúbico
- Dureza (Mohs)
- 4
- Cor
- Multicolorida (verde, roxo, azul…)
- Chakras
- Terceiro olho
- Elementos
- Ar
- Zodíaco
- Capricórnio, Peixes
Um cubo que a natureza entrega quase pronto
A fluorita é um fluoreto de cálcio que cristaliza no sistema cúbico, e faz isso com um rigor geométrico raro: alguns exemplares saem da rocha em cubos tão perfeitos que parecem lapidados. Ela define o grau 4 da escala de Mohs, o que quer dizer que uma lâmina de aço a risca sem esforço. A clivagem octaédrica é perfeita, e é ela que faz a pedra lascar em pancada seca.
As cores, entre as mais variadas do reino mineral, vêm de impurezas de terras raras e de defeitos na rede cristalina, às vezes criados pela irradiação natural da rocha encaixante. Daí as zonações espetaculares, violeta sobre verde sobre azul, dentro de um mesmo cristal. China, México, África do Sul e Inglaterra dominam a produção. No Brasil, a fluorita de Santa Catarina abasteceu por décadas a indústria e ainda aparece em coleções.
Fluorita, pela tradição
A fluorita brinca com todas as cores, do verde tenro ao roxo passando pelo azul, e a tradição a liga a uma mente clara e bem organizada. Atribuem a ela a arte de colocar a mente de novo em ordem quando os pensamentos se espalham para todo lado, como uma biblioteca interior que reencontra suas prateleiras. É uma pedra que muita gente gosta de manter por perto para estudar, organizar uma ideia, ou retomar o fio. Coloque-a sobre a mesa nos dias em que você precisa de um foco suave, e deixe que sua intenção convide você a respirar antes de voltar ao trabalho. Simbolicamente, ela combina com colocar as coisas em ordem e com uma clareza serena.
Afirmação“Mantenho minha mente clara e organizada.”
A pedra que deu nome à fluorescência
O nome vem do latim fluere, escorrer: os metalurgistas a usavam como fundente para deixar o minério mais fluido no forno. E foi observando o brilho estranho de certos exemplares sob determinadas luzes que o físico George Stokes cunhou, em 1852, a palavra fluorescência. Poucas pedras podem dizer que emprestaram o nome a um fenômeno da física.
A fluorita mais célebre é inglesa: o Blue John do Derbyshire, uma variedade listrada de violeta e amarelo extraída apenas perto do vilarejo de Castleton. No século XVIII, torneavam-se dali vasos e taças que enfeitavam as grandes casas britânicas, e a mansão de Chatsworth guarda peças notáveis. Alguns historiadores das gemas acreditam que os vasos murrinos que Plínio descrevia como os mais caros de Roma seriam feitos desse material. A hipótese segue em debate, e mostra bem o fascínio antigo por pedras de cor em camadas.
Como usar fluorita
Mesa de trabalho, estudo; evite batidas.
Limpeza
Som, defumação; evite sal; um enxágue bem rápido, depois seque.
Energização
Luz da lua; uma drusa; evite sol pleno prolongado (pode desbotar).
Perguntas frequentes
- Fluorita pode molhar?
- Melhor não. Ela é macia, tem clivagem perfeita e as peças costumam ter fissuras internas por onde a água se infiltra e força a lasca. Limpeza a seco, pano macio, e nada de sal, que é abrasivo. Se precisar tirar poeira acumulada, um pincel macio resolve.
- Por que minha fluorita ficou mais clara?
- Os centros de cor da fluorita são especialmente sensíveis à luz. Exposição prolongada ao sol apaga sobretudo os violetas e os azuis, e o processo não se reverte. É uma pedra de estante interna, longe de janela, e a lua basta como ritual de energização.
- Toda fluorita brilha no escuro?
- Nem toda, e não é bem no escuro. Muitas fluoritas acendem em azul ou violeta sob luz ultravioleta, e algumas mantêm um brilho fraco por instantes depois que a lâmpada se apaga. Depende das impurezas de terras raras de cada jazida: duas peças da mesma cor podem se comportar de formas opostas.