Litoterapia · retrato da pedra
Cianita
Cianita é uma pedra azul, tradicionalmente ligada a comunicação, intuição, foco.
O essencial
- Família
- Nesossilicato
- Composição
- Al₂SiO₅
- Sistema cristalino
- Triclínico
- Dureza (Mohs)
- 4.5–7
- Cor
- Azul, verde, preto
- Chakras
- Garganta, Terceiro olho
- Elementos
- Ar
- Zodíaco
- Touro
Uma lâmina com duas durezas
A cianita é um silicato de alumínio nascido sob pressão, nas rochas metamórficas: mesma receita química da andalusita e da silimanita, cozida em condições diferentes. Ela cresce em lâminas longas e achatadas, de um azul que deve as nuances a traços de ferro e titânio, com brilho quase perolado nas faces de clivagem.
A curiosidade mais famosa dela é a dureza dupla: cerca de 4,5 quando riscada no sentido da lâmina, perto de 7 quando riscada de través. É esse capricho que lhe valeu o outro nome, distênio, “duas forças” em grego. As peças mais bonitas vêm do Nepal e do Brasil, com destaque para Minas Gerais e a Bahia; também há cianita na Suíça, na Áustria, no Quênia e nos Estados Unidos.
Cianita, pela tradição
A cianita estende suas lâminas de azul profundo riscadas de luz, como fragmentos de água congelada. A tradição a liga ao alinhamento interior, àquela sensação de estar enfim de acordo consigo mesmo, e a uma fala que se move livremente. Seu tom lembra o céu logo antes da noite, quando os pensamentos se assentam e encontram seu lugar certo. Segure-a antes de uma meditação ou de uma conversa que você quer clara e alinhada. Mantenha-a perto de você quando tentar colocar palavras no que você sente de verdade.
Afirmação“Estou alinhado e claro.”
Dois nomes, duas carreiras
O mineralogista Abraham Gottlob Werner a batizou de kyanita em 1789, do grego kyanos, o azul escuro; o francês René Just Haüy preferiu distênio poucos anos depois, em homenagem à dureza dupla. Os dois nomes sobreviveram, e o comércio brasileiro adotou cianita. Lapidada, ela foi confundida durante muito tempo com a safira, cujo azul ela quase alcança.
A segunda carreira é inesperada. A cianita é matéria-prima refratária de primeira linha: aquecida, transforma-se em mulita, que resiste a temperaturas extremas. Ela está em cerâmicas de forno, porcelanas técnicas e velas de ignição. A mesma lâmina azul vive na vitrine esotérica e na indústria pesada.
Como usar cianita
Meditação, comunicação.
Limpeza
Som, defumação; evite deixar de molho.
Energização
Luz da lua; intenção.
Perguntas frequentes
- Cianita pode molhar?
- Melhor evitar. A clivagem é perfeita e as lâminas se esfoliam a partir de qualquer fissura, e a água acelera isso em peças já castigadas. Pano seco, guarda separada e manuseio pelo corpo da lâmina, nunca pela borda. Defumação e som resolvem o ritual.
- É verdade que a cianita nunca precisa ser limpa energeticamente?
- É uma das afirmações mais repetidas do meio, e não há nada que a sustente. Ela vem provavelmente da estrutura em lâminas, que sugere algo que “não retém”. Se o gesto de limpar faz sentido para você, faça: só use um método a seco, porque a pedra em si é frágil.
- Toda cianita é azul?
- Não. Existe cianita verde, laranja, preta e incolor, conforme os traços de elementos presentes. A verde vem principalmente da Tanzânia, a laranja do Quênia, e a preta é comum no Brasil, muitas vezes em lâminas dentro de quartzo. A azul é apenas a mais conhecida.