Litoterapia · retrato da pedra

Aventurina verde

Aventurina verde é uma pedra verde, tradicionalmente ligada a otimismo, amor-próprio, confiança.

Aventurina verde, um exemplar polido

O essencial

Família
Quartzo com inclusões
Composição
SiO₂ (frequentemente + fucsita)
Sistema cristalino
Trigonal
Dureza (Mohs)
6.5–7
Cor
Verde
Chakras
Coração
Elementos
Terra
Zodíaco
Touro

Não é um cristal, é uma rocha com purpurina natural

A aventurina verde não é um cristal único: é um quartzito, ou seja, grãos de quartzo soldados entre si, salpicados de lamelas finíssimas de fucsita, uma mica rica em cromo. O cromo faz o verde; as lamelas, inclinadas dentro da massa, refletem a luz num cintilar suave que os mineralogistas chamam de aventurescência. Dureza de 6,5 a 7, o que a torna resistente ao uso diário.

A maior parte da produção sai da Índia, na região de Karnataka, a ponto de os comerciantes a terem vendido por décadas sob o nome enganoso de jade da Índia. Brasil, Rússia e Zimbábue também fornecem. Quanto mais finas e regulares as lamelas, mais valorizada a pedra: o cintilar grosso, tipo purpurina, indica material comum.

Aventurina verde, pela tradição

A aventurina verde é a pedra da abertura confiante. A tradição a associa a um coração leve que diz sim às chances, àquele otimismo tranquilo que ajuda você a se sentir bem disposto diante do que vier. Seu verde tenro, às vezes salpicado de pequenos brilhos, lembra um broto de primavera, cheio de promessa suave. Guarde-a numa carteira, deixe-a sobre a mesa, ou use-a como joia. Receba-a quando quiser cultivar a disposição de acreditar, e deixe que ela lembre você de que abrir-se ao possível já é um belo passo adiante.

Afirmação“Abro-me às oportunidades com confiança.”

Um acidente de vidraceiro que batizou uma pedra

A história é boa demais para ser inventada. Nas oficinas de Murano, um vidraceiro teria deixado cair limalha de cobre no vidro em fusão. O resultado, um vidro castanho crivado de faíscas, foi batizado de avventurina, “por ventura”, por acaso. O material fez enorme sucesso na Europa do século XVIII.

Quando os mineralogistas descreveram a pedra natural de brilho parecido, deram a ela o nome do vidro. É um caso raro em que a cópia batizou o original: a aventurina mineral existia muito antes do acidente veneziano, mas foi o acidente que lhe deu nome e fama de pedra do acaso feliz. Daí o hábito, que atravessou dois séculos, de levá-la no bolso na hora de arriscar.

Como usar aventurina verde

Carteira, mesa de trabalho, joias.

Limpeza

Um enxágue, defumação, som.

Energização

Luz da lua; intenção.

Perguntas frequentes

Aventurina verde ou jade, qual é a diferença?
Olhe o cintilar. A aventurina mostra lamelas de fucsita que acendem quando a luz bate de lado; o jade não faz isso, o brilho dele é uniforme e mais sedoso. O tal jade da Índia das feiras é aventurina em praticamente todos os casos, vendida com nome mais atraente.
Aventurina desbota no sol?
Com exposição longa, sim: a fucsita não gosta do ultravioleta e o verde vai perdendo profundidade. Guarde fora da luz direta e prefira a lua para energizar. Já a água corrente não incomoda em nada.
Aventurina dá sorte mesmo?
A fama vem do nome, e o nome veio de um acidente de forno. Nenhum estudo mostrou efeito das pedras além do placebo. O que a tradição diz de mais interessante sobre ela nem é sorte: é disponibilidade para enxergar a oportunidade que passa. Essa parte depende de você, e a pedra só lembra.

Fontes

  • Judy Hall, The Crystal Bible, Godsfield Press, 2003.
  • Robert Simmons & Naisha Ahsian, The Book of Stones, North Atlantic Books, 2007.