Calendário lunar · fevereiro

A lua em fevereiro fevereiro

Fevereiro é o mês da virada discreta. No hemisfério norte, onde o nome nasceu, os dias se alongam e a luz volta, mas o frio insiste: por isso sua lua cheia é a Lua da Neve, lembrança das maiores nevascas do ano. É também o único mês curto o bastante para, em certos anos, não ter nenhuma lua cheia. No Brasil ainda é verão, mas a lua segue sendo um mês de paciência, entre uma estação e a promessa da próxima.

O essencial

Lua cheia tradicional
Lua da Neve: o mês das maiores nevascas nos almanaques rurais; algumas tradições também a chamavam de “Lua da Fome”
Estação
fim do inverno no hemisfério norte (onde o nome nasceu); no Brasil, verão a caminho do outono
Palavra-chave do mês
paciência
Curiosidade
o único mês que pode passar sem nenhuma lua cheia, porque é mais curto que uma lunação

Que clima lunar fevereiro traz?

No hemisfério norte, em fevereiro algo mudou sem avisar: na hora em que escurecia em janeiro, ainda há claridade. A luz volta nas duas pontas do dia, e a lua sobe sobre noites presas entre o inverno e outra coisa. No Brasil é diferente: seguimos no calor, mas fevereiro já carrega um leve gosto de virada, com as primeiras manhãs um pouco mais frescas anunciando o outono que vem.

É um mês de contrastes silenciosos. Onde nasceu o nome, a cheia ainda sobe alta como no auge do inverno, enquanto o céu da tarde guarda por mais tempo uma faixa pálida no oeste. Observar a lua em fevereiro, em qualquer hemisfério, é assistir ao cabo de guerra entre a estação que se vai e a que se aproxima.

Por que “Lua da Neve”?

Nos almanaques rurais norte-americanos, fevereiro é estatisticamente o mês de mais neve: a lua cheia que o ilumina recebeu esse nome simplesmente descritivo. Outras tradições, mais duras, a chamavam de “Lua da Fome”: ao fim do inverno, os estoques rareavam e caçar ficava difícil na neve funda.

Os dois nomes contam o mesmo momento por janelas diferentes: lá fora, a beleza de uma paisagem branca sob a lua; dentro de casa, a despensa esvaziando e a espera pelo degelo. Para quem deu nome a essa lua, fevereiro sempre foi o mês de cerrar os dentes e aguentar firme.

Que rituais suaves combinam com este mês lunar?

Fevereiro combina com rituais de passagem. A tradição celebra aqui a volta da luz, das festas de fogo às celebrações de início de fevereiro: acender uma vela ao anoitecer e anotar, semana após semana, a hora em que escurece, já basta para tornar a virada visível.

Se você abriu um diário lunar em janeiro, este é o mês em que insistir compensa: releia suas anotações do primeiro ciclo antes de começar o segundo. E nas noites claras, saia dez minutos para olhar a lua, no Brasil ainda no calor da noite de verão, num céu que demora a escurecer.

E na horta?

No hemisfério norte, fevereiro inicia, sob cobertura, as primeiras semeaduras enquanto a terra ainda dorme. No Brasil estamos em pleno verão: o trabalho é regar com frequência, colher e proteger as plantas do calor. Nosso calendário do jardim de fevereiro indica o que fazer, e quando.

As lunações de fevereiro (datas exatas)

Calculadas a partir da efeméride, em horário de Brasília, e reconferidas toda noite. Cada lunação tem a sua página detalhada.

Perguntas frequentes

Fevereiro pode mesmo ficar sem nenhuma lua cheia?
Pode, e é o único mês em que isso acontece: uma lunação dura cerca de 29,5 dias, mais que fevereiro. Quando uma lua cheia cai bem no fim de janeiro, a seguinte só chega no começo de março, e fevereiro passa em branco. É raro, mas acontece.
Por que a lua cheia de fevereiro se chama Lua da Neve?
Porque, nas regiões que batizaram essas luas, fevereiro é o mês das maiores nevascas. Os almanaques rurais norte-americanos guardaram esse nome descritivo; tradições mais antigas também falavam da “Lua da Fome”, a das despensas vazias.
Quando é a lua cheia de fevereiro?
Ela cai numa data diferente todo ano, já que o ciclo lunar não se alinha aos nossos meses. As datas precisas da lunação atual aparecem mais acima nesta página; para a contagem regressiva, veja a página da próxima lua cheia.

Fontes

  • Almanaques agrícolas tradicionais (nomes das luas cheias)
  • Maria Thun, O Calendário de Semeadura Biodinâmico