Calendário lunar · agosto

A lua em agosto agosto

A lua cheia de agosto chama-se Lua do Esturjão, em homenagem àquele peixe gigante e antigo, outrora pescado em abundância nos Grandes Lagos da América do Norte. Lá é o fim do verão e as Perseidas cruzam o céu. No Brasil, agosto é o fim do inverno, com noites ainda longas, frias e nítidas, ótimas para observar a lua. Um mês de profundidade tranquila, entre uma estação e outra.

O essencial

Lua cheia tradicional
a Lua do Esturjão
Origem do nome
a pesca farta do esturjão nos Grandes Lagos ao fim do verão norte-americano
Estação
fim do verão no hemisfério norte (onde o nome nasceu); no Brasil, fim do inverno
No céu
as Perseidas em meados de agosto, bem visíveis no hemisfério norte; baixas e discretas no Brasil
Palavra-chave do mês
profundidade

O clima lunar de agosto

No hemisfério norte, agosto marca uma virada discreta: as noites se alongam alguns minutos por dia e reencontram uma escuridão de verdade. No Brasil é o avesso: estamos no fim do inverno, as noites ainda são longas e frias, o ar costuma estar seco e transparente, e a lua tem todo um cenário de noite cheia para seus nascimentos e poentes.

É também o mês das Perseidas, a chuva de meteoros que tem seu auge em meados de agosto. Aviso ao leitor brasileiro: o ponto de onde elas parecem irradiar fica no céu do norte, então no Brasil aparecem poucas e baixas no horizonte. Já no hemisfério norte, uma noite sem lua revela dezenas de meteoros por hora, enquanto a cheia apaga quase todos. Bom motivo, em qualquer lugar, para acompanhar de perto a lunação do mês.

Por que “Lua do Esturjão”?

O nome vem das margens dos Grandes Lagos da América do Norte: ao fim do verão, o esturjão, um peixe gigante que pode passar de dois metros, deixava-se pescar em abundância e alimentava as comunidades para a estação fria. Os almanaques rurais guardaram esse nome entre os que os povos indígenas deram a essa lua.

O animal merece um olhar mais atento: a linhagem do esturjão nada há mais de cem milhões de anos, muito antes das primeiras flores. Na Europa, a mesma cheia era chamada antes de Lua dos Grãos ou Lua da Cevada, no compasso das colheitas. Mais uma vez, cada paisagem deu o nome ao seu céu.

Os rituais suaves de agosto

No Brasil, com o inverno terminando, o gesto do mês é simples: olhar a lua subir alta no céu nítido e frio, de uma janela ou do quintal, e deixar os olhos se acostumarem ao escuro por uns vinte minutos. Se a lua iluminar demais, espere que ela se ponha ou vire as costas para ela, e o céu profundo do inverno se revela.

É também um bom mês para fazer balanços: a tradição liga agosto às primeiras colheitas e convida a olhar o que amadureceu desde o começo do ano, na terra como nos seus projetos. Uma página de diário escrita na lua cheia já é mais que suficiente.

E na horta?

No hemisfério norte, agosto colhe aos montes e semeia as folhas de outono. No Brasil é fim de inverno: o trabalho é preparar os canteiros, semear o que gosta de tempo ameno e proteger as últimas plantas do frio. O passo a passo espera por você no calendário lunar do jardim de agosto.

As lunações de agosto (datas exatas)

Calculadas a partir da efeméride, em horário de Brasília, e reconferidas toda noite. Cada lunação tem a sua página detalhada.

Perguntas frequentes

A lua cheia de agosto é uma superlua?
Em certos anos sim, em outros não: tudo depende da distância Terra-Lua no momento exato da cheia, que varia de mês para mês. Quando as duas coincidem, o disco parece um pouco maior e mais brilhante, sem que a diferença salte aos olhos.
A lua atrapalha para ver as Perseidas?
Sim, quando está cheia ou gibosa em meados de agosto: o brilho dela apaga as estrelas cadentes mais fracas. Os melhores anos são os de lua nova perto do pico. No Brasil, vale lembrar que as Perseidas já aparecem baixas no horizonte, então a janela é mais estreita.

Fontes

  • Almanaques agrícolas tradicionais (nomes das luas cheias)
  • Maria Thun, O Calendário de Semeadura Biodinâmico