Calendário lunar · dezembro

A lua em dezembro dezembro

Dezembro carrega a Lua Fria, a cheia das noites mais longas do ano no hemisfério norte, onde o nome nasceu: perto do solstício de inverno, ela sobe ao ponto mais alto de todo o seu ciclo anual. No Brasil é o solstício de verão, as noites são as mais curtas do ano e a lua cheia passa baixa, dourada no horizonte. Dois cenários opostos, a mesma lua que preside à virada do ano.

O essencial

Lua cheia tradicional
a Lua Fria, também chamada de Lua das Noites Longas
Origem do nome
o frio profundo que se instala e as noites mais longas do ano (hemisfério norte)
Estação
solstício de inverno no hemisfério norte (onde o nome nasceu); no Brasil, solstício de verão
No céu
no hemisfério norte a cheia é a mais alta do ano; no Brasil ela é a mais baixa
Palavra-chave do mês
silêncio

O clima lunar de dezembro

No hemisfério norte, dezembro pertence à noite: perto do solstício de inverno, o sol rasteja no horizonte por poucas horas e cede lugar, e a lua cheia faz exatamente o oposto, subindo altíssima. No Brasil é o avesso: estamos no solstício de verão, com as noites mais curtas do ano. O sol passa alto e demora a se pôr, então a lua cheia ocupa o lugar baixo que o sol tem no inverno.

Por isso, no céu brasileiro, a cheia de dezembro é a mais baixa do ano: ela rasteja perto do horizonte, costuma surgir dourada, e as noites curtas e quentes do verão pedem para ser aproveitadas ao ar livre. É um espetáculo diferente do inverno do norte, mas igualmente bonito, com a lua grande e baixa entre os telhados.

Por que “Lua Fria”?

O nome é o mais simples do calendário: no hemisfério norte, dezembro instala o frio profundo, e a cheia do mês vela pelas noites mais longas do ano. Os almanaques norte-americanos falam da Lua Fria, mas também da Lua das Noites Longas, herdada das tradições que mediam o inverno pela escuridão.

Em todo o hemisfério norte, esse ponto do ano reuniu as festas da luz: acendem-se fogos e velas no fundo da noite mais longa, à espera do retorno do sol. A Lua Fria preside a essa virada, no auge quando o sol está mais baixo. No Brasil, o solstício de dezembro traz o oposto, o dia mais longo e o calor do verão, mas a lua segue sendo um belo marco para a passagem do ano.

Os rituais suaves de dezembro

No Brasil, com as noites quentes do verão, o gesto do mês é gostoso: sair dez minutos numa noite de cheia, num lugar bem escuro, e olhar a paisagem iluminada sem lâmpada nenhuma. Com um binóculo, mire de preferência as noites em torno do quarto crescente: as sombras rasantes desenham as crateras bem melhor ali do que na cheia, onde o relevo se achata.

A tradição lê aqui um tempo de silêncio e de balanço. O solstício carrega em si uma virada do ano; muita gente aproveita para reler seu diário e anotar o que gostaria de ver crescer na temporada que começa.

E na horta?

No hemisfério norte, dezembro descansa e poda fora da geada. No Brasil é pleno verão: o trabalho é regar bem, colher o que amadurece e proteger as plantas do sol forte. O detalhe espera por você no calendário lunar do jardim de dezembro.

As lunações de dezembro (datas exatas)

Calculadas a partir da efeméride, em horário de Brasília, e reconferidas toda noite. Cada lunação tem a sua página detalhada.

Perguntas frequentes

Por que a lua cheia de dezembro fica baixa no céu do Brasil?
Porque a cheia fica sempre oposta ao sol. No verão brasileiro o sol passa alto, então a lua cheia ocupa o lugar baixo que o sol tem no inverno: ela rasteja perto do horizonte, muitas vezes dourada. No hemisfério norte é o inverso, e a Lua Fria sobe ao ponto mais alto do ano.
Dezembro é um bom mês para observar a lua?
É ótimo, em qualquer hemisfério: no Brasil, as noites quentes de verão convidam a ficar do lado de fora e ver a lua grande e baixa no horizonte. Mire as noites em torno do quarto crescente e use um binóculo: as sombras rasantes revelam as crateras com nitidez.

Fontes

  • Almanaques agrícolas tradicionais (nomes das luas cheias)
  • Maria Thun, O Calendário de Semeadura Biodinâmico