Calendário lunar · eclipses

O eclipse lunar de 17 de agosto de 2027 a Lua cheia velada do Pacífico.

Em 17 de agosto de 2027, duas semanas depois do grande eclipse solar total, a Lua cheia atravessa em parte a penumbra da Terra. O máximo cai às 7h14 UTC (04h14 em Brasília): a Lua paira então sobre o Pacífico, e só as Américas e a Oceania a têm acima do horizonte. No Brasil, ao amanhecer, a Lua já estará baixando a Oeste, e o escurecimento é fraco demais para o olho de qualquer forma. Ela se encontra a 24° de Aquário.

O essencial

Data
17 de agosto de 2027
Tipo
lunar penumbral
Máximo
7h14 UTC, ou seja, 04h14 em Brasília
Visibilidade
o Pacífico, as Américas, a Oceania; efeito imperceptível a olho nu
No Brasil
a Lua já baixa a Oeste perto do amanhecer; efeito imperceptível a olho nu
Signo ocupado
Lua a 24° de Aquário, Sol em Leão

O que acontece nesse dia?

Os eclipses vêm em temporadas: quando a Lua nova passou de raspão pelo alinhamento perfeito, a Lua cheia que a segue ou a precede tenta o seu próprio, em espelho. Depois do espetacular eclipse solar total de 2 de agosto, a Lua cheia de 17 de agosto passa, por sua vez, perto do eixo Sol-Terra, mas não perto o bastante: ela cruza só a penumbra, aquela zona de meia-luz que faz fronteira com a sombra plena da Terra.

Cerca de um terço do disco lunar desliza para dentro dela no máximo. É pouco demais para o olho: a queda de luz na borda afetada fica abaixo do limiar que a visão humana consegue detectar. Os sensores de câmera, por outro lado, captam um leve degradê; quem caminha à noite vê uma Lua cheia como qualquer outra.

Onde estaria visível?

A geometria coloca a Lua sobre o Pacífico no momento do máximo: o Havaí, a Polinésia, a Nova Zelândia e o oeste das Américas a têm no seu céu, no meio da noite ou no comecinho da manhã, conforme a longitude. A América do Norte a vê inclinar-se rumo ao horizonte oeste durante a fase penumbral.

No Brasil, às 04h14 da manhã, horário de Brasília, a Lua já está baixando rumo ao horizonte oeste e o céu começa a clarear: não há praticamente nada para observar, e nada a lamentar dessa vez, já que o efeito é fugidio mesmo onde está visível. Se você quer um encontro lunar para anotar para mais adiante, o calendário guarda coisas melhores: o eclipse total de 31 de dezembro de 2028 vai nascer, esse sim, num céu bem mais favorável.

O que a astrologia lê nisso

Essa Lua cheia se encontra a 24° de Aquário, de frente para o Sol em Leão: do lado lunar, ela responde ao grande eclipse solar que acaba de incendiar Leão. A tradição lê os pares de eclipses como um diálogo: o solar abre, o lunar faz o balanço. Aqui, o balanço acontece em Aquário, o signo do coletivo, das amizades, das causas maiores que a gente.

A sua discrição faz parte da mensagem que você pode escolher escutar nele: nem tudo se decide no deslumbramento. Depois do fogo de Leão, Aquário faz a sua pergunta em voz baixa: a quê, a quem você conecta o que acabou de começar? Uma pergunta de estação, sem prazo e sem presságio.

E o próximo?

A temporada de eclipses seguinte abre o ano de 2028: um eclipse lunar parcial em 12 de janeiro, visível na Europa Ocidental no comecinho da manhã, e depois um eclipse solar anular em 26 de janeiro, cujo anel encerrará o seu percurso ao pôr do sol sobre o sudoeste da Península Ibérica. O ciclo então migra para o eixo Câncer-Capricórnio.

Perguntas frequentes

O eclipse de 17 de agosto de 2027 será visível no Brasil?
Quase nada: no máximo, às 04h14 de Brasília, a Lua já está baixa rumo ao horizonte oeste e o dia começa a clarear. O fenômeno fica reservado ao Pacífico e às Américas, e permanece imperceptível a olho nu de toda forma.
Qual é a diferença entre um eclipse penumbral e um parcial?
Num eclipse parcial, a Lua morde a sombra plena da Terra: surge no disco uma reentrância escura e nítida. Num penumbral, ela cruza só a zona de meia-luz que cerca essa sombra: na melhor das hipóteses um véu cinza, muitas vezes nada visível.

Fontes

  • Almanaques agrícolas tradicionais (nomes das luas cheias)
  • Maria Thun, O Calendário de Semeadura Biodinâmico