Calendário lunar · eclipses

O eclipse lunar de 12 de janeiro de 2028 uma mordida de sombra antes do amanhecer.

Em 12 de janeiro de 2028, a Lua cheia roça a sombra da Terra: um eclipse parcial leve, em que só uma pequena borda do disco, alguns por cento do diâmetro, mergulha na sombra plena. O máximo cai às 4h13 UTC (01h13 em Brasília): a Europa Ocidental o vê de madrugada, a Lua a oeste, assim como as Américas e a África Ocidental. No Brasil, a madrugada também é favorável. A Lua se encontra a 21° de Câncer e abre a nova série de eclipses Câncer-Capricórnio.

O essencial

Data
12 de janeiro de 2028
Tipo
lunar parcial leve
Máximo
4h13 UTC, ou seja, 01h13 em Brasília
Visibilidade
as Américas (Brasil incluído), a Europa, a África Ocidental
No Brasil
visível na madrugada, com a Lua mais alta a Leste e baixando rumo a Oeste
Signo ocupado
Lua a 21° de Câncer, Sol em Capricórnio

O que acontece nesse dia?

Nessa noite de janeiro, a Lua cheia passa pela borda do cone de sombra da Terra e mergulha só de raspão: no máximo, uma porção fina do diâmetro lunar, mal alguns por cento, entra na sombra plena. O resto do disco cruza a penumbra, que o opaca de leve.

Ao olho, isso forma uma pequena mordida escura, nítida mas modesta, numa borda da Lua, cercada por um degradê acinzentado. Nada de espetacular, tudo em delicadeza: é um eclipse para conhecedores, daqueles que se observa com uma garrafa térmica em mãos, no silêncio das noites de inverno.

Onde e como observar?

As Américas veem o eclipse no meio da noite, com conforto. No Brasil, a madrugada de 12 de janeiro é boa: a Lua estará mais alta a Leste do país e baixando rumo a Oeste, ainda alta o bastante para ser bem visível com céu limpo. A Europa Ocidental e a África Ocidental o pegam no fim do percurso: em Paris, o máximo cai às 5h13, a Lua já caída rumo ao horizonte oeste.

Nenhum equipamento é exigido: o olho nu basta, e os binóculos revelam melhor a fronteira entre sombra e penumbra. A fase visível dura cerca de uma hora em torno do máximo; mire a janela entre o fim da noite e o começo da madrugada, antes de o céu clarear a leste. Uma varanda virada para o lado certo dá conta do recado perfeitamente.

O que a astrologia lê nisso

Essa Lua cheia eclipsada se encontra a 21° de Câncer, de frente para o Sol em Capricórnio: é o primeiro eclipse da série Câncer-Capricórnio, o eixo que vai marcar 2028 e 2029. Câncer fala de lar, de memória, do que nutre; Capricórnio, de estruturas, de trabalho, do que se mantém firme ao longo do tempo.

A tradição dá aos eclipses de abertura o papel de um prólogo: eles nomeiam o tema que os seguintes vão desenvolver. Aqui, o diálogo entre o dentro e o fora, entre o lar e o trabalho. Nenhum acontecimento a esperar: antes uma pergunta que começa a tomar forma, e que vai voltar, eclipse após eclipse, até encontrar a sua resposta em cada um de nós.

E o próximo?

Duas semanas depois, em 26 de janeiro de 2028, a Lua nova vai produzir um eclipse solar anular: o anel cruzará o Equador, o Peru, o norte do Brasil, e depois se apagará ao pôr do sol sobre o sudoeste da Península Ibérica. Na Europa Ocidental, uma pequena reentrância no Sol será visível no fim da tarde.

Perguntas frequentes

O eclipse de 12 de janeiro de 2028 será visível no Brasil?
Sim, na madrugada: o máximo cai à 01h13 de Brasília, com a Lua ainda bem visível, mais alta a Leste do país e baixando rumo a Oeste. A sombra morde só uma pequena borda do disco; os binóculos são bem-vindos para apreciar o detalhe, mas o olho nu basta.
Por que esse eclipse é tão discreto?
Porque a Lua passa bem rente à borda do cone de sombra da Terra: só alguns por cento do seu diâmetro entram nele. A geometria dos eclipses varia a cada temporada, de um simples roçar penumbral a uma totalidade profunda.

Fontes

  • Almanaques agrícolas tradicionais (nomes das luas cheias)
  • Maria Thun, O Calendário de Semeadura Biodinâmico