Calendário lunar · Touro · terra
Lua Cheia em Touro.
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Uma lua cheia em Touro acontece quando a Lua, oposta ao Sol, atravessa o signo de Touro, mais ou menos uma vez por ano. A próxima cai em 26 de outubro de 2026. A tradição a lê como um ponto de culminância no registro do signo: a luz cheia pousa sobre o que se sustenta, e o que merece ser guardado se separa do que só pesa.
O que esta lunação tinge
É uma das luas cheias mais corpóreas do ano. Chega em novembro, quando o Sol desce em Escorpião, signo das profundezas e das mudas: diante dele, a Lua em Touro segura a posição da terra, do tangível, do corpo. O eixo Touro-Escorpião opõe a segunda casa à oitava, o que eu possuo por inteiro e o que eu atravesso com outros, a segurança e a metamorfose. Sob esta luz, o que você construiu desde a primavera mostra a sua solidez real: certas coisas se sustentam, e você enfim pode se apoiar nelas; outras só se sustentavam por hábito, e a lua cheia torna isso difícil de ignorar. Sendo Touro um signo fixo, o que amadurece aqui costuma tocar o apego em si: um objeto, um conforto, uma quantia, uma rotina, um jeito de se tranquilizar que virou peso. A tradição lê nesta oposição uma questão de despensa: o que ainda nutre, o que só ocupa a prateleira? O clima é denso, quase telúrico, com essa teimosia doce do Touro que quer guardar e essa insistência do Escorpião que quer transformar. Soltar, aqui, não quer dizer jogar tudo fora: é afrouxar o aperto, dedo por dedo, sobre o que já não precisa ser segurado. O corpo muitas vezes sabe antes da cabeça: escute onde aperta.
Um ritual para recebê-la
Dê uma volta pela sua casa com uma caixa vazia. Ponha nela três objetos que você guarda por reflexo, não por amor: você vai saber a diferença pelo peso que eles têm na mão. Deixe a caixa perto da porta; durante a semana, doe. Depois ponha uma mesinha para você: uma vela, algo gostoso de comer, e coma agradecendo o que, materialmente, te sustenta neste momento (um teto, um salário, um corpo que funciona). A gratidão é a maneira taurina de largar: a gente não arranca nada, só devolve o que terminou de servir.
Três perguntas para o seu diário
- O que eu guardo (objeto, hábito, conforto) só porque me separar disso parece mais assustador que carregar?
- Onde é que eu confundo segurança com imobilidade neste momento?
- O que o meu corpo tenta me dizer nestas últimas semanas, e o que eu faço com essa mensagem?
Mais perguntas esperam na página de escrita da lua cheia.
E a lua nova no mesmo signo: lua nova em Touro, ou o calendário das luas cheias inteiro.