Arquétipo animal
O arquétipo animal designa uma figura animal que retorna através das culturas e das épocas com uma carga simbólica estável: a serpente da transformação, o leão solar, a ave mensageira. A psicologia de Carl Gustav Jung esclarece esse fenômeno: essas imagens pertenceriam a um fundo comum do imaginário humano, o inconsciente coletivo, e surgem nos mitos como nos sonhos. O animal aí costuma figurar a parte instintiva da psique.
A luz de Jung
Para Carl Gustav Jung, certas imagens surgem nos sonhos e nos mitos de culturas que nunca se cruzaram: a serpente que troca de pele, a ave mensageira, o grande felino solar. Ele via nisso os vestígios de um inconsciente coletivo, um fundo de imagens compartilhado pela humanidade. Em O homem e seus símbolos, o animal costuma figurar o instinto: aquela parte de você que sabe antes que você compreenda.
Identificar os arquétipos nos seus sonhos
Quando um animal atravessa os seus sonhos, anote primeiro o que ele faz: ele foge, ele guia, ele ameaça, ele espera. A abordagem junguiana convida a dialogar com a imagem em vez de traduzi-la mecanicamente. A mesma serpente pode carregar o medo, a renovação ou a troca de pele conforme o seu período. O arquétipo dá a moldura; a sua história dá o sentido.
Fontes
- , O homem e seus símbolos (1964)
- , Dictionnaire des symboles (1969)